Cirurgia Bariátrica pelo SUS: Como funciona?

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Quer saber como fazer uma cirurgia bariátrica pelo SUS? Dados do Ministério da Saúde mostram que houve um aumento no número de cirurgias bariátricas realizadas pelo SUS entre os anos de 2010 e 2015 , passando de 4.489 para um total de 7.530 procedimentos. Leia mais.

 

 

SUS: quem pode usar?

Embora tenha os seus problemas, o Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos mais interessantes, completos e grandiosos programas de saúde em todo o mundo. Em que pese as filas e o atendimento muitas vezes deixem a desejar, o SUS tem inúmeras opções, especialistas e tratamentos que podem ser utilizados por todos os cidadãos que dele quiserem usufruir.

Não importa se você tem plano de saúde ou não. Você poderá usar o SUS quando quiser! É um mandamento da Constituição, que o direito à saúde pública é de todos.

 

Cirurgia bariátrica pelo SUS: como fazer?

A depender da sua região, a fila de espera da cirurgia pode demorar de 05 a 08 anos. Entretanto, existem hospitais que estão com tal fila “zerada”!

Os passos são os seguintes:

 

Marque uma consulta com um médico do SUS

 

Primeiro você deve procurar acompanhamento de um médico do SUS. Assim, vá ao posto de saúde mais próximo da sua casa e marque uma consulta.

Se for a primeira vez que você estiver procurando atendimento médico para a questão da obesidade, você será examinado e o médico lhe passará outros tipos de tratamento.

Medicamentos, atendimento psicológico e outros recursos devem ser obrigatoriamente tentados antes da realização da cirurgia.

O procedimento é o último recurso para pacientes obesos. Além disso, existem outros requisitos para que você se torne um candidato à cirurgia bariátrica pelo SUS:

  • Como saber se você pode mesmo ser considerado obeso?  Segundo uma classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS), o excesso de peso e a obesidade pode ser aferido com base no IMC – Índice de Massa Corporal, fazendo uma distinção entre homens e mulheres:

 

 

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E quem pode fazer o tratamento pelo SUS, conforme o protocolo do Ministério da Saúde?

  • Pacientes que apresentem IMC ≥50 Kg/m2;
  • Pacientes que apresentem IMC ≥40 Kg/m², com ou sem doenças associadas, sem sucesso no tratamento clínico por no mínimo dois anos.
  • Pacientes com IMC > 35 kg/m2 e com problemas de saúde considerados de risco, como problemas cardiovasculares, Diabetes Mellitus,  Hipertensão Arterial Sistêmica,  apneia do sono, doenças articulares degenerativas e que não obtiverem solução com outros tipos de tratamento.

Observação: em adolescentes entre 16 e 18 anos a cirurgia pode ser possível, desde que dois médicos avaliem a fase de crescimento destes.

Em resumo, poderá fazer a cirurgia quem: 

  • for maior de 18 anos (idosos e pessoas entre 16 e 18 anos também podem ser operados, mas exigem precauções especiais);
  • fez tratamento clínico que não deu certo por pelo menos dois anos, salvo nos casos dos pacientes super obesos.
  • não usa drogas e nem sequer é alcoólatra
  • não possui problemas relacionados à saúde mental, como demências graves;
  • tem consciência dos riscos que a cirurgia pode trazer. Além disso, deve saber que é necessária uma mudança radical no dia-a-dia, especialmente quanto à alimentação e aos cuidados no pós-operatório;
  • apresentar os IMC acima.

 

Preenchidos os requisitos, é obrigatório um tratamento pré-operatório complexo

 

Caso tenham se esgotado as possibilidades de tratamento, o paciente deve ser obrigatoriamente acompanhado de 05 especialistas: um cirurgião bariátrico, um endocrinologista, um nutrólogo ou nutricionista, um psiquiatra ou psicólogo.

Vários exames também precisarão ser feitos, a fim de descartar riscos e contraindicações antes de se fazer a cirurgia de redução do estômago.

 

Quais são as restrições e/ou contraindicações para a cirurgia? 

Embora alguns pacientes preencham todos os requisitos, cada caso deve ser avaliado em particular. Algumas restrições são: 

  • Adolescentes: só podem passar pela operação quem tiver mais de 16 anos.
  • Idosos com mais de 65 anos: precisam ser avaliados com muitas cautelas, passando por tratamento pré-operatório especial.
  • Pacientes com problemas psiquiátricos, alcoolemia (ou alcoolismo) ou histórico de uso de drogas: precisam passar por avaliação psiquiátrica para saber se podem ser  submetidos a cirurgia.
  • Pacientes que já fizeram outras cirurgias na região do abdômen: o cirurgião deverá avaliar se poderá fazer a cirurgia.
  • Pessoas acometidas por doenças crônicas (anemia, insuficiência renal, doenças hormonais etc.): pessoas nessas condições podem ter o risco da cirurgia aumentado. O método de realização da cirurgia também poderá ser alterado.

Realização da cirurgia bariátrica ou de redução do estômago

Quais os benefícios, além da redução do peso corporal e da elevação da autoestima do paciente?

Esse tipo de cirurgia apresenta 90% de melhora em pacientes com diabetes, asma e incontinência urinária, hipertensão, doenças do refluxo gástrico e a apneia do sono.

 

Os métodos utilizados nas cirurgias bariátricas do SUS, são:

  • Cirurgia aberta: é a mais usada. Com anestesia geral, o médico faz um corte de 10 a 20 cm de diâmetro no abdômen do paciente. Depois, parte do estômago é “grampeada” e o restante é conectado ao intestino. A operação pode durar mais ou menos 02 horas. 90% das cirurgias de redução do estomago do SUS são feitas por esse método.

  • Cirurgia por videolaparoscopia: começou a ser usada no SUS em fevereiro de 2017. É uma técnica bem menos incisiva do que a cirurgia aberta. São feitas microincisoes no paciente (de 0,5 a 1,20) para que a câmera de vídeo passe. Por meio da técnica pode ser colocada a “banda gástrica” (anel de silicone de reduz o espaço do estômago) ou a “gastrectomia vertical”, que faz um corte no estômago a fim de diminui-lo. O procedimento dura aproximadamente, com menor taxa de mortalidade do que o outro método.

Onde fazer a cirurgia bariátrica pelo SUS?

Consoante a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), os hospitais que realizam a cirurgia bariátrica pelo SUS no Brasil são:

 

NORTE

Acre

Fundação Hospitalar Estadual do Acre

Pará

Hospital Ophir Loyola

Tocantins

Hospital Geral De Palmas

Hospital Regional De Araguaina

 

CENTRO OESTE

Mato Grosso

Hospital Geral Universitário

Hospital Universitário Júlio Müller

Mato Grosso do Sul

Hospital Evangélico Dr. E Sra. Goldsby King

Hospital Regional De Mato Grosso Do Sul

Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian

Santa Casa De Misericórdia De Campo Grande

Distrito Federal

Hub – Hospital Universitário De Brasília/Df

 

NORDESTE

Maranhão

Hospital Universitário – Huufma

Ceará

Hospital Geral Dr. César Cals

Hospital Universitário Walter Cantídio

Rio Grande do Norte

Hospital Universitário Onofre Lopes

Paraíba

Hospital Universitário Lauro Wanderley

Pernambuco

Hospital Agamenon Magalhães

Hospital Das Clínicas

Hospital Oswaldo Cruz

Instituto De Medicina Integral Professor Fernando Figueira – Imip

Alagoas

Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes

Sergipe

Hospital Universitário De Aracajú

Bahia

Hospital Espanhol – Real Sociedade Espanhola Da Beneficência

Hospital Universitário Prof. Edgard Santos

 

SUDESTE

Minas Gerais

Hospital Das Clínicas Da Ufmg

Hospital De Clínicas De Uberlândia

Hospital E Maternidade Therezinha De Jesus

Santa Casa De Misericórdia De Belo Horizonte

Hospital Samaritano/Beneficência Social Bom Samaritano

Santa Casa De Misericórdia De Poços De Caldas

Espírito Santo

Hospital Evangélico De Cachoeiro De Itapemirim

Hospital Das Clínicas / Hospital Universitário Cassiano Antônio M

Hospital Evangélico De Vila Velha

Rio de Janeiro

Hospital Geral De Ipanema

Hospital Clementino Fraga Filho

São Paulo

Hospital Estadual Domingos Leonardo Cerávolo

Hospital Dos Fornecedores De Cana Piracicaba

Conjunto Hospitalar Do Mandaqui

Conjunto Hospitalar De Sorocaba

Hospital Das Clínicas Da Fmusp

Hospital Santa Marcelina

Hospital Amaral Carvalho

Hospital Universitário Unicamp

Hospital Das Clínicas Unesp

Hospital Das Clínicas De Ribeirão Preto

Hospital Das Clínicas De Marília – Famar

Hospital De Base De São José Do Rio Preto

Hospital Ielar – Instituto Espírita Nosso Lar

Hospital Pio Xii

Hospital São Joaquim – Beneficência Portuguesa

Hospital Das Clínicas São Paulo – Unifesp

Santa Casa De Araçatuba

Santa Casa De Misericórdia De São José Dos Campos

Santa Casa De Misericórdia De São Paulo

Santa Casa De Misericórdia De Presidente Prudente

 

SUL

Paraná

Hospital Angelina Caron

Hospital Nossa Senhora Do Rocio

Hospital De Clinicas Da Universidade Federal Do Paraná

Hospital São Lucas/Hospital E Maternidade Parolin

Santa Casa De Paranavaí

Instituto Nossa Senhora Aparecida De Umuarama

Hospital De Caridade Santa De Misericórdia De Curitiba

Hospital São Lucas De Pato Branco

Hospital São Lucas De Cascavel

Hospital Universitário Evangélico De Curitiba

Hospital Universitário Regional De Maringá

Santa Casa De Londrina

Santa Catarina

Hospital Geral E Maternidade Tereza Ramos

Hospital Regional De São José

Hospital Regional Hans Dieter Schmidt

Hospital Santo Antônio

Hospital Universitário

Rio Grande do Sul

Hospital De Clínicas De Porto Alegre

Hospital Nossa Senhora Da Conceição

Hospital São Lucas Da Pucrs

Hospital Universitário São Carlos Aesc

Hospital Santo Ângelo

Fonte: Ministério da Saúde.

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